Principais aspectos da classificação do CID-10

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A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) é um documento que estabelece códigos para a classificação e padronização de doenças, contemplando uma ampla variedade de sinais, sintomas, causas externas, lesões, distúrbios e outras condições relacionadas à saúde.

Ela tem diversas funcionalidades: permite comparar dados históricos e espaciais (locais, nacionais e internacionais), armazenar e compartilhar informações que podem auxiliar na tomada de decisões por parte de médicos, facilita a comunicação entre profissionais de saúde e evita possíveis confusões derivadas do uso de diferentes idiomas. Também é uma ferramenta de saúde pública, ao orientar diretrizes de políticas nacionais, como, por exemplo, Previdência Social.

Evolução da CID

Inicialmente a CID foi adotada em 1893 pelo Instituto Internacional de Estatística, com o nome de Lista Internacional de Causas de Mortes (International List of Causes of Death), cujo objetivo era gerar dados sobre doenças e morte. A partir de 1948, no entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) envolveu-se e passou a publicar a CID, incorporando, além de estatísticas sobre a morte, também as de morbidade (doenças que levam a internações hospitalares ou atendimentos ambulatoriais).

Desde então, a CID tem sido utilizada por todos os países membros da OMS, sendo revisada e atualizada para refletir os avanços da medicina e da pesquisa em saúde. A décima versão, adotada em 1993 pela 43ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), é a que está atualmente em uso. A 11ª revisão já está em desenvolvimento, com previsão de ser publicada em 2018 de acordo com a OMS, mas por enquanto a versão válida continua sendo a CID-10.

Estrutura da CID-10

Na CID-10, existem mais de 14 mil códigos diferentes para diagnósticos. A cada estado de saúde corresponde uma combinação alfanumérica, de letras e números, que começa sempre com o CID-10 para se referir a este documento, seguido de uma letra referente ao capítulo e até três números. Tal combinação ampliou as possibilidades de criação de códigos, o que permite futuras atualizações sem a necessidade de rompimentos na ordenação. Um exemplo é a adição do zika vírus, uma infecção recente e que foi inserida pela OMS no Capítulo XXII para Propósitos Especiais.

Ao todo, a CID-10 é composta por 3 volumes. No volume 1 está a Lista Tabular, que é a classificação propriamente. Cada capítulo trabalha um grupo de enfermidades similares, somando 22 capítulos.

O capítulo I (A00 – B99), por exemplo, trata de algumas doenças infecciosas e parasitárias, o capítulo II (C00-D48) de neoplastias (traumas), o V (F00-D99) aborda os transtornos mentais e comportamentais, o VI (G00-G99) doenças do sistema nervoso, o XV (O00-O99) contempla questões de gravidez, parto e puerpério e o XIX (S00-T98) trata de lesões, envenenamento e algumas outras consequências de causas externas. A lista é facilmente obtida na internet e já existem inclusive aplicativos médicos para facilitar a classificação.

O volume 2 é um Manual de Instruções para usuários da CID-10, onde estão orientações, guias e regras para codificar. Por fim, o volume 3 constitui um Índice Alfabético, que facilita o uso do volume anterior. Uma das principais inovações da 10ª revisão da CID foi a criação de uma família de classificação de doenças.

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