3 coisas que você precisa fazer para se destacar no competitivo mercado dermatológico

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Apesar de a Medicina não ser considerada como um mercado comercial, a competitividade é grande e só tende a aumentar. O estudo de projeção “Concentração de Médicos no Brasil em 2020” revelou que, “se mantido o panorama atual, dentro de oito anos, em 2020, o Brasil terá 455.892 médicos em atividade, quando sua população será de 207.143.243 habitantes”.

No site da Sociedade Brasileira de Dermatologia, consta que existem mais de 8.100 médicos cadastrados na instituição. Por sua vez, o estudo Demografia Médica no Brasil 2015, feito por pesquisadores da USP, e que funciona como um estudo estatístico da população de médicos, revelou que cerca de 58,9% destes estão localizados na região sudeste do país.

Com tudo isso, ficam as perguntas: Como se destacar? Como ser encontrado?

1. Aumente o seu valor

Não estamos falando do preço da sua consulta. O valor de que estamos tratando é a percepção que seus pacientes têm do serviço que você oferece.

Por exemplo, um dermatologista pode cobrar R$700 reais por consulta, e o paciente considerar “barato”. Um outro profissional pode cobrar R$150 por consulta e os pacientes acharem “caro”. O que vai determinar esta percepção é o valor enxergado pelo paciente nos serviços oferecidos.

O que faz essa percepção de valor ser diferente? A construção da credibilidade e a criação de valor são processos contínuos e interdependentes. Os pacientes são, a cada dia que passa, muito mais exigentes e preocupados com a qualificação do médico. Mais do que isso, o paciente deseja um médico e uma equipe médica que atenda de maneira agradável, com simpatia, organização e interesse nele como um ser humano.

Uma pesquisa coordenada por Renato Gregório, autor do livro Marketing Médico, coletou os principais pontos que atrapalham a maneira como os médicos são vistos por seus pacientes. Foram entrevistados mais de 600 pacientes, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O resultado está em forma de tópicos, abaixo.

7 coisas que não ajudam na construção de credibilidade e criação de valor

  • Problemas na recepção. A falta de simpatia; a ausência de palavras educadas (como “por favor” e “obrigado”); a atitude de recepcionistas que acham que fazem um favor ao atender o paciente e a falta de interesse em saber se o paciente precisa marcar um retorno ou pretende voltar para outra consulta são alguns dos pontos mais citados.
  • Atendimento telefônico mal feito. Irritação e antipatia por parte do atendente; tratar o paciente por palavras que gerem sensação de falsa intimidade, como “meu bem” e “querido”; pedir para o paciente ligar mais tarde ou aguardar “uns minutinhos” e atender as  ligações enquanto come, bebe ou masca alguma coisa são parte das reclamações.
  • Desorganização. Na recepção; na mesa do médico; arquivo de fichas fora de ordem e que retardam o atendimento; revistas e jornais espalhados pelas cadeiras; móveis fora do lugar ou em mau estado de conservação; banheiro sem limpeza e consultório com chão e paredes sujos são as queixas mais comuns.
  • Tempo de espera muito longo. Entre as maiores reclamações que envolvem tempo de espera, estão: hora marcada não cumprida; falta de distrações para minimizar o desgaste da espera; falta de explicações para a demora e médico que não se desculpa pela demora quando a consulta começa.
  • Falta de canais de comunicação. Aqui, as reclamações incluem: médico e sua equipe que não se interessam em saber se os pacientes estão satisfeitos; falta de um canal para o paciente fazer reclamações e sugestões; falta de acessibilidade da parte do médico (quando o paciente não pode tirar dúvidas com o médico fora do horário da consulta) e falta de contato constante com os pacientes.
  • Atendimento médico sem interesse. Os problemas citados aqui são: falta de simpatia e de “empatia” com o paciente; desvalorização do paciente como ser humano; uso de termos de difícil compreensão; falta de explicação precisa sobre termos médicos e letra incompreensível em receituários e atestados.
  • Falta de qualificação e atualização. Como já foi dito, os pacientes estão cada vez mais exigentes, e é por isso que este grupo de reclamações existe. Médico que não se aprimora e desconhece novos avanços da Medicina; recepcionista que não procura se atualizar, por falta de incentivo ou de interesse; equipamentos obsoletos no consultório, causando desconforto aos pacientes e gerando exames com resultados imprecisos estão entre as causas de reclamação.

Quanto aos 5 primeiros tópicos, podemos dizer que são causadores bem conhecidos da infelicidade dos pacientes. O interessante é notar os 2 últimos. Perceba que eles estão diretamente ligados a você, médico. Mesmo que esteja tudo em ordem no seu consultório ou clínica, que a sua equipe seja nota 10, que o atendimento seja pontual, se o paciente não acredita que você se interessa por ele e que você é qualificado, adeus credibilidade.

Como, então, resolver estes problemas?

2. Transforme-se em autoridade no assunto

Quando ouvimos que Dr. Fulano de Tal é autoridade em determinada área, sabemos que ele é reconhecido por seus colegas como referência no assunto.

Não é sobre isso que estamos falando.

Não leve a mal – ser reconhecido por seus pares como autoridade no assunto é algo de que se deve ter orgulho. Mas, quando se quer ganhar a confiança do público, é preciso ir além da comunidade médica. É preciso principalmente estar onde o seu público está (veremos isso daqui a pouco) e demonstrar interesse nele, em suas dúvidas e questionamentos. Porém, antes de chegarmos a esse ponto, vamos conferir alguns dos porquês de se tornar uma autoridade para o seu público.

As vantagens do médico com autoridade sobre o médico desconhecido

  • Tem mais visibilidade;
  • É facilmente encontrado por seu público-alvo;
  • Cria e mantém relacionamentos com seus pacientes;
  • Tem uma percepção de nome mais valiosa;
  • Gera confiança rapidamente;
  • Aumenta os atendimentos particulares;
  • É mais lucrativo.

Para alcançar esse objetivo, como já dissemos ali em cima, é preciso: estar onde os pacientes estão e ter as respostas que eles buscam (afinal, isso significa se importar). Para tanto, existem algumas ferramentas muito úteis e, entre elas, a principal é o Marketing Médico.

3. Invista em Marketing Médico

Muito malvisto por uns, o marketing médico é, na verdade, mal compreendido. As diversas regras e regulações impostas pelo Conselho Federal de Medicina, o CFM, acabam por amedrontar muitos profissionais.

O interessante é que, mesmo com o avanço tecnológico e com a internet presente em mais de 54% dos lares brasileiros, há quem ainda duvide dos resultados da estratégia.

Uma pesquisa feita pelo Google em 2006 (mais de 10 anos atrás) gerou, como um dos seus resultados, o seguinte gráfico:

pesquisa - tecnologia em favor do consultório destacar

Se você ainda não tinha certeza da necessidade de montar uma estratégia de presença digital, eu espero que, pelo menos, esteja mais perto de ter.

Você pode ler mais sobre o marketing médico, suas regras e restrições, neste artigo aqui: Marketing Médico: como fazer de forma ética e de acordo com a lei.

Dentre os mecanismos que o Marketing Médico dispõe, vamos falar sobre: site, blog, Google Adwords e redes sociais. Vamos lá?

Tenha um site forte

Repare que não basta ter um site, é preciso ter um site forte. Um site forte, baseado na nossa experiência de anos e anos de testes e resultados, contém as seguintes características:

    • É focado em conversões. Ou seja, é um site que foi estruturado para trazer resultados.
    • Possui chamadas para ação. As chamadas para ação são convites, feitos de maneira estratégica, para que o leitor tome uma ação. Essas ações podem ser: marcar uma consulta, entrar em contato, ler um artigo, comentar, seguir nas redes sociais e etc.
    • Possui um roteiro bem definido. Chamamos esse roteiro de storytelling. Trata-se de uma história com início, meio e fim. Dentro deste roteiro, é importante que você tenha, bem claras para o leitor, as seguintes informações: especialidade; área de atuação; em quais problemas você pode ajudar; o modo como você pode ajudar o usuário a resolver esses problemas; sua formação e uma prova social do seu trabalho.

Um dos grandes trunfos de se ter um site médico é a possibilidade de integrar a ele o agendamento eletrônico. Pense com a gente: alguém busca por um dermatologista ao chegar em casa do trabalho. Encontra o seu site, gosta e quer marcar uma consulta. Em qual das duas situações é mais fácil que a consulta seja de fato marcada: se a pessoa tem um agendamento online disponível, e pode marcar a consulta naquele momento, ou se precisa esperar o dia seguinte, em horário comercial, quando estiver trabalhando e com a cabeça em outros problemas? 

Tenha um blog!

Como nós vimos no gráfico ali em cima, as pessoas buscam na internet sobre os seus problemas médicos antes de buscarem por um profissional. Isso já é um fato e não precisa ser mudado. Agora, imagine que maravilha se, ao buscarem por algo, elas encontrem você e o seu blog.

Quando falamos sobre agregar valor ao seu serviço, esta é uma técnica bem eficiente. Ajudar o seu público, de maneira gratuita, a ter as respostas de que precisa é algo muito bem visto. Se o assunto é o que os pacientes reclamam, inclusive, um dos pontos é a falta de explicação.

Não tem jeito: as pessoas gostam de atenção, gostam de serem ouvidas e de que suas dúvidas tenham sido respondidas. Isso agrega valor. Inclusive, agrega valor antes mesmo de que esta pessoa vire seu paciente.

Para entender mais sobre a estrutura de um blog médico ideal, você pode ler este artigo aqui: A estrutura perfeita para um blog médico ideal!

Faça anúncios na internet!

Os anúncios têm sido, cada vez mais, uma excelente alternativa para fugir de investimentos em canais tradicionais (como revistas de bairro, jornal e folhetos).

Nós, aqui no Consultório 2.0 e no iMedicina, somos uma empresa Google Partner. Contamos com especialistas em Adwords na nossa equipe, e pelas nossas contas já passaram mais de R$1.000.000,00 em investimento. Com o Adwords e demais estratégias de marketing, já geramos mais de R$21.000.000,00 de resultados para os nossos clientes.

De acordo com o nosso histórico, 96% dos profissionais de saúde, em cidades com mais de 50.000 habitantes, conseguem retorno positivo sobre o investimento com essa estratégia. Isso significa que 24 a cada 25 profissionais de saúde que gastam X reais para manter essa estratégia ativa, recebem mais do que X em consultas advindas desse meio.

Os anúncios aparecem primeiro nos resultados de busca, em relação aos resultados orgânicos, e por isso têm mais visibilidade.

Você pode ler mais sobre o que aprendemos com nossos investimentos em Adwords, aqui.

Seja social!

As redes sociais já estão muito difundidas e é difícil encontrar alguém que não esteja presente em pelo menos uma delas. Quando o assunto é marketing médico, não é difícil imaginar que esta seja uma ferramenta útil.

Porém, o que muita gente não sabe é que não é tão simples assim. Não basta ter uma página e não publicar nada. Mas também não basta publicar se não houver interação. 

Vamos usar o Facebook e o Instagram como exemplos aqui. Ambos possuem um mecanismo de entrega de conteúdo, baseado no que seus usuários têm mais interesse e interagem mais. Essa escolha é feita através de um algoritmo, que está em constante mudança.

Se você já tem contas profissionais nessas redes há algum tempo, deve ter percebido um momento em que o alcance das suas publicações diminuiu. As pessoas que têm uma base de seguidores forte e engajada sentiram menos essa mudança. Porém, quem resolveu começar recentemente com certeza tem e terá dificuldades em alcançar as pessoas.

Vencer essas barreiras é possível, não se desespere. Para tal, é preciso tomar algumas atitudes. Entre elas, as principais são:

  • Seguir um calendário de publicações. Pense nas suas redes sociais como uma revista. Escolha um tema para a edição daquele mês e planeje as postagens que irão acontecer. Lembre-se de que as publicações precisam ser constantes, diárias e frequentes.
  • Investir em anúncios nessas redes. Esta é a maneira mais fácil de conseguir engajamento. Se você quer aparecer, precisa investir. Ao conseguir este engajamento pago, o orgânico virá com o tempo.

Para saber tudo sobre este mundo das redes sociais, aconselho que leia este artigo aqui:

Guia Completo de Redes Sociais para Consultórios

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